sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Acidente vira Milagre



Duas imagens de um fim feliz, o acidente do Airbus em Hudson River

O inesperado aconteceu ontem às portas de Nova Iorque. Um avião, acabado de descolar, foi forçado a descer e, cinco minutos depois conseguiu amarar nas águas geladas do Rio Hudson.

Um caso que poderia ter acabado em tragédia. Esse foi o meu receio quando deparei com as imagens em directo, um pensamento idêntico ao de milhões de pessoas que, por essa hora viam televisão. Momentos em que rezámos sem fórmulas, só um pensamento para Deus... e talvez por isso, o milagre!

Racionalmente, tudo pode explicar-se. Primeiro, o acaso feliz de uma conjunção de factores: a presença "daquele piloto" experimentado e decidido no momento, o local do acidente, a hora do dia, os meios de socorro....e mais não sei quantas razões!

Sobretudo, a experiência e sangue-frio do piloto que, nessa ocasião, corporizava a mão de Deus a quem os ocupantes apelavam! Esse piloto-herói, cujo retrato correu mundo... e que, se calhar, todos gostaríamos de ouvir, relatando os acontecimentos ...


quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Casar com um Muçulmano?


As últimas declarações de D. José Policarpo acerca dos "sarilhos" emergentes do casamento de portuguesas com muçulmanos poderiam gerar alguma polémica.

Afinal, prevaleceu o bom senso e o assunto caíu, como se comprova por esta opinião.


"O Cardeal Patriarca «está a dizer a verdade, está a falar da realidade, de mulheres, de casos concretos. E é preciso coragem para dizer esta verdade incómoda». Mário Bota, especialista em Ciência das Religiões, faz questão de sublinhar que não é católico, para logo a seguir frisar que «temos de abandonar o olhar teórico e perceber que, na prática, D. José Policarpo tem razão».

Este especialista em ciência das religiões diz desconhecer casos de intolerância em Portugal, mas, afirma, «quem viajou um bocadinho conhece casos muito dramáticos, eu conheço alguns em França. E também não podemos fechar os olhos ao que se passa lá fora, ainda há dez meses foram fuziladas várias mulheres na Palestina, pelo Hamas».

É de França, no entanto, onde vivem milhões de muçulmanos, que Mário Botas traz algumas exemplos que ilustram as declarações do Cardeal Patriarca: «Há muitos casos de jovens que casaram com argelinos e marroquinos e tivera muita dificuldade em continuar a exercer a sua fé e quando conseguem, os seu filhos não podem ter essa religião».

O pior é quando as mulheres deixam a Europa, mesmo quando vão para países onde o fundamentalismo é proibido. Mário Botas recorda uma «senhora que casou com um tunisino e que depois teve de fugir e de contratar pessoas para irem buscar os seus filhos».

A comunidade muçulmana em Portugal, diz Mário Botas, «é tolerante», mas o Mali e o Senegal «também são um exemplo de tolerância e conheci uma francesa que casou com um homem do Mali e a tolerância acabou no dia em que o marido casou com outra e a pôs fora de casa com os filhos, sem nada. Andou 25 quilómetros a pé com um bebé de seis meses ao colo até ao consulado francês. "


In Diário Digital, 14 de Janeiro de 2009

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Proteccionismo?

Maçã de Alcobaça

Na sequência da recessão, tudo é possível: falências, liberalismo mais ou menos mitigado ou retorno ao proteccionismo.

Normalmente as políticas proteccionistas acontecem em momentos de crise. Será assim neste tempo de globalização? Não sendo economista, recorro à opinião de um especialista.


"De resto, o que esta crise também tem demonstrado é a falência da política monetária como nos habituámos a entendê-la. Os Estados hoje estão confinados a uma política orçamental, cada vez maios anémica e, até ver, pouco eficaz. Claro que ainda falta testar o proteccionismo, de que já existem uns primeiros vislumbres."

J. M. Brandão de Brito, in Expresso, Economia, 10 de Janeiro 2009.


sábado, 10 de janeiro de 2009

Emoções e Coração

Nada mais consensual que falar de saúde. Os media sabem disso e tratam o assunto das formas mais diversas. Ainda há pouco falei sobre as perturbações do sono e as emoções, pois não é que "sou forçada" a voltar ao tema?

Desta vez, trata-se de avaliar as consequências das emoções para a saúde. Um enfoque global que os especialistas nos explicam com clareza. Vale a pena ler e meditar.


"Um artigo publicado há um ano no "Journal of the American College of Cardiology" revelou que a exposição crónica à ansiedade e a outros sentimentos a ela associados, como o medo, aumenta entre 30 a 40 por cento a hipótese de um indivíduo sofrer de enfarte. O resultado não é propriamente uma novidade. Estudos anteriores haviam já demonstrado a maior propensão a desenvolver doenças cardíacas, principalmente o enfarte do miocárdio nas pessoas coma chamada personalidade do Tipo A, isto é, com tendência para a competitividade, falta de tempo, envolvimento em múltiplas funções, ansiedade excessiva, incapacidade de relaxar, ambição desmesurada, entre outras características. (...)

Mais gravosa pode ser a presença concomitante da depressão e da ansiedade, um cocktail explosivo para o coração segundo uma investigação conduzida na Universidade de Montreal, no Canadá. (...) aqueles que se apresentavam simultaneamente ansiosos e depressivos tinham o dobro de probabilidade de sofrer de um novo enfarte. A mesma probabilidade afecta os pacientes que conjugam a depressão com sentimentos de hostilidade, uma associação que aumenta a produção de uma substância inflamatória, a interleucina-6 e a proteina C-reactiva. Estas são responsáveis pela protecção do organismo nas situações de stress, mas, segundo os autores do estudo, podem, em excesso, favorecer a a inflamação aguda, facilitando assim o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.(...)

A comprovação da influência da saúde mental na saúde cardiovascular tem reforçado a pretensão de um número crescente de especialistas de incluir a depressão e a ansiedade na lista de factores de risco das doenças cardiovasculares, ao lado do sedentarismo, da hipertensão ou do colesterol, por exemplo. (...)

A boa notícia é que da mesma forma que as más emoções e os maus sentimentos podem afectar a saúde cardiovascular, as boas emoções favorecem-na. (...) "As emoções positivas levam à libertação de uma série de substâncias com efeitos a diversos níveis e que contribuem para o bom funcionamento do organismo, reduzindo, por exemplo, o risco de infecções e cancros, por melhoria da actividade do sistema imunitário", revela Pedro Monteiro. (...)

Afinal, cérebro e coração não podem viver dissociados. Ao cuidar de um, estará a cuidar do outro."

Nelson Marques, Coração Partido in Unica, 10 de Janeiro de 2009.

C´est si bon


Passeando pelo Jardim do Palácio das Laranjeiras, sente-se a música de outros tempos...
Escolhi os "anos sessenta" e C´est si bon!

C´est si bon,
De partir n'importe où,
Bras dessus bras dessous,
En chantant des chansons,

C'est si bon,
De se dire des mots doux,
De petit rien du tout,
Mais qui en disent long.

En voyant notre mine ravie
Les passants dans la rue, nous envient

C'est si bon,
De guetter dans ses yeux
Un espoir merveilleux
Qui donne le frisson
C'est si bon
Cette petite sensation
ça vaut mieux qu'un million
C'est tellement tellement bon

Hum, c'est bon
Voilà c'est bon
Les passants dans la rue
Bras dessus bras dessous
En chantant des chansons
Quel espoir merveilleux

Hum, c'est bon
Je cherche un millionnaire
Avec des grands "Cadillac car"~
"Mink coats"
Des bijoux
Jusqu'au cou, tu sais

Hum, c'est bon
Cette petite sensation
Ou peut-être quelqu'un avec un petit yacht, non ?
Ah C'est bon
C'est bon, C'est bon
Vous savez bien que j'attends quelqu'un
qui pourrait m'apporter beaucoup de lutte(?)
(is it an englishword, I don't know, if she said "lutte" (french : fight,struggle).

Ce soir, demain, la semaine prochain(e)
N'importe quand
Hum, c'est bon
C'est bon
Il sera très crazy, non ?
Voilà, c'est tellement bon !

Louis Armstrong





C´est si bon, interpretação de Louis Armstrong.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Medicina das emoções

Benefícios do exercício físico

Quando as emoções impõem a sua força avassaladora, não há paz nem descanso. E se o repouso escasseia, logo o nosso bem-estar se ressente.

Atribuímos às emoções o estado de insónia ou as perturbações do sono que todos já sentimos, pelo menos, uma vez, porque de emoções vivemos. Tristeza, preocupação, angústia, frustração, ansiedade...e tantas, tantas outras.

Das mezinhas caseiras dos nossos avós ao acompanhamento psicológico, passando pelos narcóticos, antidepressivos e medicamentos do género... tudo meios que continuamos a utilizar, sem esquecer a prática da actividade física. Esta combate os desregramento das emoções como o gráfico, repescado da Internet, procura demonstrar em valores percentuais!...

Multiplicam-se receitas por esse mundo fora. Por agora só mais uma: a medicina das emoções. O "remédio", actualmente em moda em Bruxelas, vende-se na farmácia e consiste num CD que associa música e palavras relaxantes, transformando as ondas sonoras num indutor do sono. O "tratamento" pode associar também ondas luminosas que, emitidas em ambiente repousante, suscitam o adormecimento do paciente...

Uma prática que, em minha opinião, não parece grande novidade. Diria antes, uma prova do senso comum. Quem não reconhece o efeito apaziguador de uma boa música? E a tranquilidade que pode inspirar uma canção ? Finalmente, nada mais conveniente para dormir que um ambiente escurecido... então, não será, por isso, que dormimos mais no Inverno?