quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Haydn
F. J. Haydn morreu em 1809. Duzentos anos passados e este compositor genial continua a encantar-nos. Homem simples que antepôs o gosto pela música às honras do mundo.
A sua música "ouve-se" a todas as horas, em todos os momentos da nossa vida. Basta saber escolher!
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Umberto D
Esta tarde, ao sair na Baixa-Chiado em direcção à Rua da Vitória, deparei com a projecção de uma sequência de Umberto D, um filme de Vittorio de Sica que marcou o cinema italiano do pós-Guerra.
Para compreender o enquadramento histórico-social do filme basta clicar no título desta mensagem. Por aí se percebe a inclusão de Umberto D na lista das melhores obras do cinema clássico italiano. Clássico, porque intemporal. E hoje, que mudados estão os tempos, persistem os mesmos problemas sociais...
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Maquiavelismo e suspeição
Maquiavelismo, suspeição e falta de ética, assim se caracteriza o actual momento político. E porque o futuro não se vislumbra melhor, os portugueses andam calados e tristes.Está instalada a desconfiança entre responsáveis políticos e isso obsta ao entendimento e paz social necessários à governação. E falhando a credibilidade naqueles que nos governam, a esperança esfuma-se até atingir o ambiente de crise rumo à depressão colectiva.
Agora que se aproxima a data das eleições, pede-se um período de tréguas. E depois de 27 de Setembro, poder-se-á acreditar que tudo irá ser esclarecido?
Sobre a análise desta crise institucional, transcrevo um excerto do comentário de Ricardo Costa, publicado no Expresso de sábado. Tudo fica claramente dito.
"Caso alguém se tenha esquecido, a história das escutas (ou vigilância), a que o expresso chamou "Sillygate", começou no início de Agosto. Nessa altura, o Presidente e o primeiro-ministro só tinham uma coisa a fazer. Falar aos dois directamente sobre o assunto. , tomar as medidas necessárias, investigar o caso aparte a parte, tirar as respectivas consequências e explicar o caso ao país. Mas não fizeram nada disso.
Cavaco e Sócrates deixaram o cortejo seguir rumo ao precipício. É lá que estamos metidos agora. Para todos o efeitos, uma parte dos portugueses acha que o governo vigia os movimentos do Palácio de Belém. Outra parte acha que a Presidência da República quer queimar José Sócrates a todos o custo. Há quem ache as duas coisas e quem não ache coisa nenhuma. Mas não deve haver uma alma no burgo que ache que isto é normal.
Ou muito me engano ou este caminho não tem recuo. Neste momento José Sócrates já decidiu que vai fazer tudo para apear Cavaco Silva de Belém. E está mais que disposto a engolir Manuel Alegre como candidato conjunto do PS, do Bloco e do PCP, cujo candidato vai desistir na véspera das presidenciais. E Cavaco está decidido em arrumar José Sócrates numa página irrelevante da História. E nós, temos mesmo que assistir a isto?"
domingo, 20 de setembro de 2009
Canto do rouxinol
Que bem que se está no campo, escutando os sons da natureza.
Também em Lisboa é possível ouvir o rouxinol. Experimentem a Quinta das Conchas, de manhã cedinho.
sábado, 19 de setembro de 2009
Portugal ingovernável?
Portugal ingovernável? Optei por um título interrogativo, esperando que a realidade contrarie os prognósticos de comentadores políticos. Infelizmente não é apenas a opinião de experts, mas também do povo comum. Vozes de gente anónima que, fustigada pela vaga de "arruadas" ( palavra tão repetida nestas campanhas), reage com alguma irritação ao apelo dos leaders partidários. Que façam uma coligação para combater a crise, foi a resposta de um cidadão de rosto cansado que, sem receio de "passar" na TV, desafiava os políticos a trabalhar pelos reais interesses do país...Enquanto isso, prossegue a campanha eleitoral. Campanha que bem poderia ser "alegre"e se transformou numa campanha dura e insultuosa sem respeito pelos outros. Triste espectáculo da democracia e que mau exemplo para os mais novos!...
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Retratos de Mulher
Ao longo de quinhentos anos retrata-se a beleza feminina. É um percurso feito por diferentes artistas e escolas que "viram" a mulher: rostos expressivos (alguns não tanto) que merecem ser admirados.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Sob o espectro do racismo
O racismo existe e nenhum país está isento. Fenómeno em estado latente em certos casos, e noutros, de forma brutal.No ano em que os Estados Unidos elegeram um presidente "diferente" pela cor da pele, a sociedade americana ainda não se libertou de preconceitos racistas. Longo foi o caminho percorrido até ao dia que permitiu a um jovem mestiço estudar numa boa escola superior. Conquistado o diploma, Barack Obama pôde então sonhar com um um alto cargo político. E o sonho materializou-se quando o senador ascendeu a presidente.
O Mundo rejubilou com a eleição que, no entanto, não correspondia a uma unanimidade interna. Obama sabia e nós também. E, pouco a pouco, os malentendidos vão surgindo. A sensibilidade de Obama manifestou-se há poucos meses a favor de um negro que desrespeitou a polícia e agora a notícia remete para a animosidade de um congressista branco.
"Acho que boa parte da intensa demonstração de animosidade em relação ao presidente Barack Obama é baseada no fato de que ele é negro, é afro-americano", afirmou Carter, 84 anos, ao canal NBC.
"Eu morei no sul e vi o sul cruzar um longo caminho. Mas a tendência ao racismo ainda existe e acho que voltou à superfície por causa da crença de muitos brancos, não apenas no sul, mas como em todo o país, de que afro-americanos não são qualificados para liderar este grande país".
"É uma circunstância abominável, e me entristece e preocupa profundamente", acrescentou Carter.
As declarações de Carter foram feitas uma semana depois de um congressista republicano, Joe Wilson, ter chamado Obama de mentiroso em voz alta para protestar contra sua política relativa à reforma do sistema de saúde.
Na Espanha, onde apresenta seu livro "La Isla bajo el mar", Isabel Allende afirmou que a oposição a Obama revela um racismo oculto do qual não se fala.
"A eleição de Obama foi uma coisa fascinante, mas há muito racismo subliminar, oculto neste momento nos Estados Unidos na oposição a Obama", disse a escritora.
"Nunca se menciona a raça, mas há um elemento racista muito forte, do qual não se fala muito, mas existe, já que há muitas pessoas, principalmente mais velhas, de direita, que foram criadas num país segregado, muito racista, e a ideia de ver uma família como a de Obama na Casa Branca os irrita profundamente", acrescentou.
Allende, de 67 anos, apresentou "La isla bajo el mar", um romance sobre uma escrava negra na Saint Domingue (atual Haiti) do século XVIII.
"A eleição de Obama foi uma coisa fascinante, mas há muito racismo subliminar, oculto neste momento nos Estados Unidos na oposição a Obama", disse a escritora.
"Nunca se menciona a raça, mas há um elemento racista muito forte, do qual não se fala muito, mas existe, já que há muitas pessoas, principalmente mais velhas, de direita, que foram criadas num país segregado, muito racista, e a ideia de ver uma família como a de Obama na Casa Branca os irrita profundamente", acrescentou.
Allende, de 67 anos, apresentou "La isla bajo el mar", um romance sobre uma escrava negra na Saint Domingue (atual Haiti) do século XVIII.
In Google, Notícias, 16 de Setembro
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