
quinta-feira, 13 de maio de 2010
E se o Governo fosse à padaria?...

quarta-feira, 12 de maio de 2010
O Papa está entre nós...

As manifestações e atitudes generalizadas traduzem um sentimento de cordialidade e simpatia que, até há pouco, seria impensável. Esse ambiente emotivo saltou das ruas para as cadeias de televisão, contagiando-nos em casa.
Compreendo bem essas razões, recordada ainda do modo como reagi à passagem do Papa João Paulo II aquando da sua primeira visita a Portugal. Maio de 1982, pouco depois do desembarque no Aeroporto, o Papa entrava nas primeiras ruas de Lisboa a caminho da Igreja de Santo António. Subindo a Avenida do Brasil, inverteu para a Avenida de Roma quando o avistámos, de pé, num carro aberto (ainda não se chamava papamóvel). Do seu rosto irradiava uma tal força que, num gesto impensado, desatámos a correr. Seguíamos aquela Figura até que, cerca de cem metros depois, a Lurdes (a colega que me acompanhava) e eu parámos, rindo às gargalhadas...
Só Alguém com um carisma especial poderia desencadear uma tal reacção, um facto inesquecível e tema recorrente de conversa sempre que encontro a Lurdes!
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Rainha D. Leonor
Praticamente desde o nascimento, no dia 2 de Maio de 1458, estava destinada a reinar, por vontade de D. Afonso V, seu tio. Bisneta de D. João I e de D. Filipa de Lencastre, Leonor era filha de D. Fernando, Duque de Viseu e Condestável do Reino, e de D. Beatriz, filha de D. Afonso, primeiro duque de Bragança. Representando duas importantes linhagens da dinastia de Avis, Lencastre e Bragança, a Infanta cresceu entre os afagos e a educação do meio aristocrático.
Recebeu uma educação esmerada e dela apontam os cronistas a “formosura rara” e o carácter virtuoso que, desde a infância, cultivou. Ao mesmo tempo que assimilava os princípios da espiritualidade cristã, adquiria também as noções básicas das “sete artes liberais” (trivium e quadrivium). Instruída na prática de lavores, não descurava também os jogos e diversões próprios da sua idade e condição. E, dadas as circunstâncias do casamento precoce (Leonor contava 12 anos e João, 15), pode mesmo considerar-se que os Príncipes cresceram juntos e assim se formaram para o “ofício” que os aguardava. Anos de preparação que, de certo, não ignoraram as obras de D. Duarte (avô de ambos), delas extraindo importantes lições. Do Leal Conselheiro, “abc para damas e cavaleiros”, receberam os princípios de formação moral e no Livro de Ensinança de Bem Cavalgar Toda a Sela, as normas de educação prática que, além da destreza, fortalecem a vontade e o carácter.
Noblesse oblige e aos Príncipes exige-se o dever de representação do poder, isto é, a atitude e comportamentos adequados aos actos públicos, seja de natureza política, religiosa ou de diversão. Imagem do “bom príncipe” que D. João II confirma, ora aparecendo como um justiceiro impiedoso e, noutras ocasiões, compassivo e capaz de se humilhar e penitenciar. Esses mesmos princípios e valores revelam-se em D. Leonor, cuja personalidade reflecte o ambiente e circunstâncias que envolveram a sua vida. Nascida e criada para ser rica e feliz, nem sempre foi, todavia, bafejada pela sorte.
Ainda mal tinha assumido o estatuto de Rainha viveu o drama da justiça régia, condenando á morte seu cunhado e irmão, os Duques de Bragança e de Viseu. Maior provação aconteceu com o acidente que, em 1491, vitimou o seu único filho, o Príncipe D. Afonso, um desgosto que chorou em comunhão com o Rei, seu Esposo. Porém, o complexo problema da sucessão ao trono acabaria por azedar as relações entre eles, uma vez que D. Leonor nunca desistiu de fazer valer o direito de seu irmão. E assim aconteceu em 1495, pelo falecimento de D. João II, cuja memória perdurou como “Príncipe Perfeito”. Inacabado deixava o “sonho da Índia” que D. Manuel I havia de cumprir…
sábado, 8 de maio de 2010
Mudam-se os tempos, muda-se a Escola...
A Guida enviou-me este vídeo e não resisti a publicitá-lo. Vejam ao que chegou a Escola...
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Ar livre e exercício físico
Lisboa, Quinta das Conchas terça-feira, 4 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
"...Antes a Oprah."

Enquanto isso, o Governo persiste nas "grandes obras públicas", gizando um plano que resultou nos Estados Unidos com o New Deal. Uma diferença, uma grande diferença separa o nosso pequeno e endividado País da pujante e garantida reserva financeira dos States.
A este propósito, a análise crítica de Ricardo Costa ( Expresso deste sábado) traça as regras de um manual para um bom primeiro-ministro. Muitas regras, a última das quais preconiza a substituição de Keynes pelo programa da Oprah. Pelos tempos mais próximos, esqueça o primeiro-ministro a leitura daquele economista e distraia-se, vendo televisão...por exemplo, a Oprah.
