quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A Escola de outrora...

Devo imputar a Miguel Sousa Tavares este regresso ao tema escola. A culpa está no artigo que publicou no Expresso de sábado passado. Por aí passam imagens da escola dos anos 50, um tempo que corresponde também ao da minha primária. Memórias, tantas memórias...tantas quantos os milhares de sexagenários portugueses: apetece dizer.

"Vi uma manifestação de pais, alunos e professores de uma escola pública, onde, dizem eles, chove em alguns locais e faz frio porque não há aquecimento na escola. Eu entrei para o ensino numa escola pública de um aldeia da Serra do Marão. Todos chegávamos a pé, por montes e vales, sob um frio indescritível, e alguns chegavam descalços. Não havia, obviamente, qualquer aquecedor na única sala de aulas, em granito, onde se amontoavam todos os alunos da 1ª à 4ª classe, com uma única professora - que não faltou um dia do ano. Não havia cadernos nem canetas, havia giz e lousa. O "recreio" era um pequeno descampado, onde jogávamos futebol com uma bola de trapos. Mais tarde, frequentei um liceu público, em Lisboa, onde também não havia aquecimento algum, o único recinto desportivo era um desmantelado campo de basquete em cimento, onde tentávamos jogar futebol de sete , e no barracão que fazia de ginásio, tínhamos de começar por limpar com esfregonas a água da chuva que caía do tecto. Que eu saiba, não morreu ninguém e, quem quis, estudou.

Nos últimos anos, os governos têm investido fortunas nas escolas públicas e nas suas condições de funcionamento. Todas as escolas que visito hoje são um verdadeiro luxo, comparadas com o que conheci nos meus tempos de de estudante - e isto para não falar já nos computadores, nas três refeições por dia, etc. os pais, os alunos e os professores que hoje estão no sistema de ensino deveriam agradecer o esforço incrível feito pelos contribuintes para que eles disponham das condições que têm. Há uma escola onde falta o aquecimento e chove em alguns lugares? Ó meninos, agasalhem-se e levem guarda-chuvas!"


Nota - A falha de aquecimento numa escola de Vila Real ficou a dever-se a uma avaria na caldeira, um problema que, entretanto, deve ter sido ultrapassado.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Escolas e escolas...


As memórias da infância permanecem indeléveis. Acompanham-nos por toda a vida e, entre todas, a imagem da nossa escola. Que diferenças separam a escola de hoje daquela que frequentei na instrução primária. Mudou tudo, a começar pela arquitectura, mobiliário, material didáctico e a administração e serviços. Hoje a educação aparece facilitada pela condições materiais e técnicas, pressupondo a coordenação entre professores, funcionários, pais e autarquias. Conceito perfeito de educação que, na prática, nem sempre responde satisfatoriamente. Ou seja, a aprendizagem das nossas crianças continua muito aquém do investimento do Estado.

Fala-se muito de direitos e pouco de deveres. Daí a necessidade de inculcar nos alunos o dever de exercitar a vontade e determinação. Estudar é trabalhar, o mesmo é dizer sacrifício e persistência. Ou por outras palavras, uma norma de vida de todos os tempos, válida para crianças e adultos. É por isso que vale a pena lembrar o sacrifício daqueles meninos que, apesar de tantas dificuldades, não desistiram da escola. Em Portugal e por esse mundo além, como a foto documenta. Escolhi Moçambique, um país onde acontecem estes casos de "sucesso escolar".

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Cristiano Ronaldo, feliz aniversário!


Feliz aniversário, Cristiano! Uma data assinalada em família, porque assim exigem os compromissos profissionais. Inacreditável como o tempo passa. O menino Cristiano do Europeu de 2004 conta já 26 anos!
E assim acontece uma carreira de bons momentos que, de todo o coração, desejamos seguir no futuro. Estamos certos disso, que a vida há-de continuar a sorrir-lhe!...

Se aqui estivesse a minha amiga MCC, uma expert em astrologia, havia de perguntar-lhe por que razão o signo de Aquário é tão fértil em talentos futebolísticos: Eusébio, José Mourinho e agora Cristiano! Simples coincidência?

"Casinha dos pais..."


"Casinha dos pais..." canta Ana Bacalhau do grupo Deolinda, uma letra que que ameaça transformar-se no mais aplaudido manifesto de revolta da juventude em Portugal.
Ninguém pode negar a pertinência da canção, mas sem exageros de demagogia. Se não, repare-se na letra e compare-se a situação actual com a dos jovens dos anos 60. Então, o espectro da guerra colonial ameaçava-nos ( passou ontem o 50º aniversário de uma guerra que durou treze longos anos ) e existia mais contenção no dia a dia. Quantos jovens possuíam carro? Quantos frequentavam a Universidade? E quantos tinham passado a fronteira em viagens de turismo? E a lista de perguntas podia continuar...

Tantas questões que nos transportam para outos tempos quando prosseguir os estudos era um privilégio... e, hoje, um caso de "escravatura". Pensemos nisto e, se quisermos ser honestos, atentemos para outros cantos do mundo, onde não existem as escolas ou apresentam um estado lastimável. É assim em Moçambique, Guiné, S. Tomé e muitos, muitos outros lugares...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Ando devagar...




A sabedoria da vida...pena é andarmos tão alheados destas verdades.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Amadeus vs. Salieri



A alegria e a irreverência de Mozart...

Gershwin, compositor de Summertime



Inverno longo e frio suscita em nós o oposto: Summertime, uma obra imortal nas vozes de Ella Fitzgerald e de Louis Armstrong. Da autoria de Gershwin, o compositor americano que marcou profundamente a música do seu tempo. Era recíproca a admiração existente entre Gershwin e Ravel que, curiosamente, vieram a morrer no mesmo ano (1937) e em circunstâncias semelhantes.

Retirei da Internet a letra e tradução. Para seguir, cantarolando.

"Summertime
Summertime, time, time,
Child, the living's easy.
Fish are jumping out
And the cotton, Lord,
Cotton's high, Lord, so high.

Your daddy's rich
And your ma is so good-looking, baby.
She's looking good now,
Hush, baby, baby, baby, baby, baby,
No, no, no, no, don't you cry.
Don't you cry!

One of these mornings
You're gonna rise, rise up singing,
You're gonna spread your wings,
Child, and take, take to the sky,
Lord, the sky.

Until that morning
Honey, n-n-nothing's going to harm you now,
No, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no,
No, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no,
No, no, no, no, no, no, no, no, no,
Don't you cry,
Don't you cry,
Cry...

Época De Verão
Época de verão
Criança, a vida é fácil
Os peixes pulando fora d'àgua
E o algodão, Senhor,
O algodão está alto, Senhor, tão alto.

Seu pai é rico
E sua mãe é de tão boa aparência
Ela parece bem agora
Calma, baby, baby, baby, baby, baby,
Não, não, não, não, não chore
Não chore!

Em uma destas manhãs
Você estará crescendo, cantando animado
Você estará alargando as suas asas,
Criança, e alcançar, alcançar o céu,
Senhor, o céu.

Mas ate esta manhã
Querida, nada vai te causando alarde,
Não, não, não, não, não, não, não, não.....
não
não
Não Chore.
Não Chore.
Chore...