De economia e finanças percebe o Presidente da República Checa. Lembrava-me desta cena e não resisti a publicar este mimo que, infelizmente, corresponde à verdade.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Da República Checa, exemplo a não seguir
Um exemplo que vem da República Checa. Que Deus nos livre!
Nós, por cá, pobrezinhos, mas honrados....
terça-feira, 12 de abril de 2011
Gagarine: "A Terra é azul"
Meio século de História, cinquenta anos das nossas vidas. Lembranças desse remoto dia do ano de 1961 em que Gagarine iniciava a aventura pela conquista do espaço. Era o tempo da guerra fria e as comunicações não corriam à velocidade actual. Em Portugal a notícia quase passava despercebida. Recordo ainda os comentários de espanto de uns e o regozijo que o feito causou em certos meios da oposição.
Gagarine simbolizava a superioridade da URSS sobre os EUA. Aclamado e glorificado como herói socialista, o primeiro astronauta no espaço viu-se representado em todo o mundo do bloco soviético. Os lugares públicos assinalavam o seu nome, expunham o seu retrato em estátuas ou grandes painéis...
Ao observar o nosso Planeta do espaço, Gagarine comentou: " A Terra é azul". Registei essa ideia que outros haviam de confirmar em posteriores viagens da aventura interplanetária feita de "pequenos passos para o Homem..."
Bruxelas manda, Portugal obedece!
Por esta hora prosseguem as negociações em Lisboa. Espera-se austeridade e sacrifícios que, decerto, podiam ser minimizados se tivesse existido vontade política dos partidos e da Presidência da República. Pede-se serenidade e bom senso aos nossos líderes que, tendo esgotado a paciência dos interlocutores estrangeiros e do povo português, devem assumir a posição de elo mais fraco.
Isto e muito mais foi ontem à noite afirmado por Mário Soares à RTP1. Não se coibindo de dizer que "Cavaco Silva podia ter evitado uma crise política", o antigo Presidente da República mostrou a sua grandeza de estadista. Que os actuais dirigentes colham os conselhos dos mais avisados, colocando de parte quezílias e orgulhos. Lembrem-se que um bom acordo é o que satisfaz todas partes. Vejam ainda que por ironia do destino o famigerado PEC4 continua à mesa das negociações. Poder-se-á assim concluir que todos ganharam e todos perderam, mas de uma coisa ninguém duvida: o perdedor é o povo!
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Mona Lisa com penteado "à rating" da dívida
A imaginação não tem limites e os portugueses gozam de grande criatividade. Esta "Mona Careca" chegou à redacção do Expresso que a publicou on line. Uma nova versão do original de De Vinci para o nosso enlevo. Admiremo-la, pois!
Em Portugal perde-se crédito, aperta-se o cinto, mas ganha-se em humor...Para bem da nossa saúde!
O valor do sorriso


A visita dos amigos é sempre bem-vinda. Aparecem inesperadamente, telefonam, escrevem ou enviam emails. Presença apreciada, independentemente da forma. Da L. C. recebi uma mensagem lindíssima acerca do valor do sorriso, razão pela qual escrevo. Escolhi alguns pensamentos, apenas três, que podem suscitar alguma reflexão.
"Uma boa acção é aquela que faz aparecer um sorriso no rosto do outro." Maomé
" O sorriso que ofereceres, a ti voltará"
Abílio Guerra Junqueiro
"Quando encontrares um homem cansado demais para vos dar um sorriso, dá-lhe o teu."
Andre Carnegie
Pensamentos coincidentes acerca do valor do sorriso. Curiosa a máxima de Maomé, relacionando o sorriso com a prática do bem. Basta um gesto simples e sem preço para produzir a felicidade do outro. Afinal, uma receita simples que, após treze séculos, continua actual. Sabedoria sem tempo que subsiste no entendimento dos vindouros. A inter-acção com o outro através de um sorriso que não só beneficia o receptor, mas também gratifica quem o dá.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Azulejos em Lisboa e figuras de convite
Campo Grande, estação do metro ( Foto retirada da Internet ) Ao domingo o tempo corre mais lento. Pelas ruas ou nos transportes públicos, as pessoas esquecem o stress dos outros dias. E andam, não correm. A calma dos movimentos traduz-se também no olhar. Olhos que sentem os espaços, as pessoas e as coisas.
Raramente ando de transportes públicos ao fim de semana, mas aconteceu hoje. Passei pela estação do metro no Campo Grande em Lisboa. Devo confessar que a experiência valeu. Demorei o olhar, observei sem pressa e desfrutei os azulejos. As figuras de convite que, outrora prestavam guarda ou davam as boas vindas, sorriam a quem passava.
Eduardo Néry, o autor da obra, soube recriar um elemento decorativo do século XVIII, adequando-o ao espaço. Assim o entendo, porque ali bem perto fica o Museu da Cidade, um palácio da época de D. João V. Receita para o "cruzamento de tempos" numa simples viagem de metro. Prende-se o olhar, deixa-se voar a imaginação e esquece-se o presente...
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