segunda-feira, 30 de junho de 2008

Éfeso


Biblioteca de Éfeso.

Passaram muitos anos desde que visitei a Turquia. Foi uma viagem pela memória da Ásia Menor, onde emergiu a cultura helénica.
Ainda recordo a emoção sentida nesse espaço marcado por grandes nomes da filosofia, da ciência, da literatura e da história da Antiguidade. Agradou-me, de modo particular, Éfeso, cidade da Jónia.http://www.google.pt/efeso(cidade).
Lembrei as vicissitudes políticas. Guerras Pérsicas, conquista de Alexandre Magno e desagregação do seu Império. E a passagem dos reinos helenísticos para o domínio romano.
Em torno do Mediterrâneo, mare nostrum como lhe chamaram, criou-se o Império Romano. Força e poderio daqueles que, tendo sido "conquistadores foram conquistados (culturalmente) pelos vencidos." Era o que pensava, enquanto caminhava pela cidade.
Éfeso, a "desejável", tem o mar a seus pés e por esse mar circularam pessoas e mercadorias que fizeram da cidade uma das mais apetecíveis da sua época.
Actualmente, em ruínas; outrora gozava a animação de casas, de lojas e armazéns, de bordeis e termas. Esplendor do quotidiano de moradores e visitantes, onde sobressaía a monumental Biblioteca (construída no tempo de Adriano) e o famoso Templo de Artemísia (em ruínas). E, mais além, o grande Teatro com deslumbrante vista para o mar.
Por tudo isto, julgo que nem o mais distraído escapa ao sentimento de paz e tranquilidade que a entrada no Teatro suscita! Espaço grandioso que, comportando cerca de 25000 pessoas, acolheu a mensagem do cristianismo pela voz de S. Paulo...

Hoje, passados cerca de 2000 anos, a envolvência do espaço permanece. Numa palavra, Éfeso guarda o fascínio de muitas cidades da Ásia Menor: reminiscências de voluptuosidade, traços das artes mágicas de sábios antigos e ainda a espiritualidade do Cristianismo dos primeiros tempos...
Vale a pena voltar, ainda que só pela via da memória!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Versailles





Versailles, símbolo do poder, do prazer e da luz ...do Rei-Sol!
Desse espaço, deixo as imagens possíveis... E muito há para ver em Versailles, desde os jardins ao interior do "palácio-castelo", onde Luís XIV controlava os cortesãos, exercendo a sua função de Rei absoluto...
Aconselho a leitura de A Alameda do Rei, de Françoise Chandernagor, um romance histórico que nos introduz no quotidiano da corte do Rei-Sol. Gostei muito, embora reconheça que, por vezes, possa tornar-se um pouco secante. Passou há anos uma série na RTP2, baseada no livro, francamente boa.
E, já agora, registo outras hipóteses. De Roberto Rosselini, A tomada do poder por Luís XIV, filme já antigo, mas também muito bom pelo rigor histórico...
Para uma visão mais rápida e económica, basta ir ao youtube ou ao google e procurar Le Roi danse..., filme de G.C., cineasta belga (2000). O argumento baseia-se na biografia de Jean-Batiste Lully, o músico da corte de Luís XIV...Uma maravilha!

Galeria dos Espelhos

Vale a pena visitar Versalhes, agora que a Galeria dos Espelhos sofreu obras de restauro. A France Press, de 25 de Junho, conta como foi possível.

As pinturas recuperaram suas cores originais, as molduras o dourado, os bronzes o brilho: ao final de uma gigantesca obra de restauro, a Galeria dos Espelhos, jóia do Palácio de Versalhes (próximo a Paris), recuperou o esplendor dos velhos tempos.
Pela primeira vez desde a sua construção em 1684, a célebre Galeria foi objecto de um restauro "do chão até o tecto", descreve Fréderic Didier, arquiteto chefe dos monumentos históricos franceses, que coordenou os trabalhos.
A obra durou três anos. Levámos tanto tempo para restaurar a galeria quanto Charles Le Brun levou para pintá-la", afirma. As obras custaram 12 milhões de euros, financiados por meio do mecenato.

A Galeria restaurada foi inaugurada nesta segunda-feira pela ministra francesa da Cultura, Christine Albanel. O público, que podia visitar o espaço durante as obras, poderá agora ver o resultado final do restauro a partir desta quarta-feira.
A Galeria dos Espelhos, originalmente chamada de Grande Galeria, deve seu nome aos 357 espelhos que adornam suas paredes - emblema do Castelo de Versalhes, representa uma homenagem à glória de Luís XIV, da supremacia militar à boa governação do Reino. Com 73 metros de comprimento por 13 de largura, foi construída por Jules Hardouin-Mansart entre 1678 e 1684.
A enorme sala "recuperou seu esplendor, conservando ao mesmo tempo os vestígios do tempo que passa", descreve Didier. "Limpámos e restaurámos, mas não era nosso papel refazer as coisas parecerem novas".

Durante as obras, cuja fase de documentação levou um ano, além dos três de trabalhos, participaram 40 restauradores.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Cai neve em Coruche





Não se trata de um milagre, aconteceu no dia 29 de Janeiro de 2006. Mas agora, nestes dias de calor intenso, a neve apetecia mesmo...
E se cá nevasse, fazia-se cá ski..., aqui ou noutro sítio qualquer!

terça-feira, 24 de junho de 2008

Botafumeiro




Botafumeiro, isto é, o turíbulo gigante da Catedral de Santiago de Compostela.
Tive a sorte de assistir, duas vezes, a esta cerimónia-espectáculo. E sempre com o mesmo espanto que, julgo, correspondia ao sentir de todos os presentes!...

Festas de S. João


"O Santo António já se acabou..." e eis que chegámos ao S. João.
Noite de arraial, um pouco por todo o país. Muita folia, especialmente no Porto. Mas já o tempo fez cara feia e a festa perdeu a graça. Partida de S.Pedro!.....

Nunca entendi muito bem como se coaduna a figura austera de S. João Baptista com a folia destas festas! O Santo, coberto com peles, sofrendo a fome e a sede no deserto...a penitência em constraste com os folguedos populares com martelinhos, dança, comida e algum alcool...
Existe, todavia, uma outra representação do Santo, a de menino com ar doce. Era esta a imagem que via emoldurada nas feiras e que, mais tarde, identifiquei como cópia do S. João de Murillo...

E enquanto lá fora, segue o arraial com a música bem alto, "apita o comboio" da conhecida gravação, fiquei para aqui divagando!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Arrumador de automóveis


Arrumadores, não gosto de arrumadores... e toda a gente sabe porquê! Pedincham uma moedinha por um trabalho que, na maior parte das vezes, não existe. Resmungam se acham reduzida a gorgeta e, se nada lhe dermos, atiram com uma ameaça!...

Pois é, concordo em absoluto! Mas, às vezes, tornam-se providenciais. No domingo achei um destes, na Rua de D. Pedro V, ao procurar um lugar para estacionar. E, de imediato, o meu arrumador apontou um espaço amplo e fresquinho, como convém nestes dias de Verão!

Atravessando a rua, reparei num outro lugar e, logo prontamente, ele explicou: "Pus aqui um caixote , mas este (lugar) é ao Sol!" E assim, fiquei rendida a estes "novos arrumadores" que sabem muito do seu ofício e desenvolvem estratégias perfeitas para viver...
São vidas que, individualmente, não podemos modificar!