terça-feira, 14 de setembro de 2010

Vacas felizes aumentam a produção

Ser feliz corresponde a uma necessidade de todas as espécies animais. Hoje falo de vacas e nos requisitos da sua felicidade, o mesmo é dizer no bem-estar físico e no carinho que lhes dispensamos. Os mais recentes estudos revelam "segredos" inimagináveis do estado dos animais, cujo comportamento não anda muito longe da psicologia humana.

A felicidade das vacas favorece a produção de leite. Exemplo disso reside no tratamento dos animais pelo nome, um facto que os pastores antigos sabiam por experiência própria. Estes dados não escapam à atenção dos empresários que não se poupam a esforços para modernizar as suas explorações. Adoptam melhores condições de higiene, instalam sistemas climatizados e recorrem a sofisticadas aparelhagens sonoras. E os resultados compensam o investimento...

No meio empresarial português contam-se alguns casos de modernidade e sucesso, como prova este artigo publicado em Agosto de 2009: "Produtor estimula vacas com Beethoven, por LUIS MANETA,17 Agosto 2009.

Proprietário de exploração leiteira de Portalegre instala sistema de música para diminuir stress de animais e aumentar a produtividade. Especialistas dizem que pode funcionar
O proprietário de uma exploração leiteira de Portalegre vai começar nos próximos dias a dar música a… 400 vacas. A ideia é "aliviar" o stress dos animais, garantir uma produção dentro de parâmetros elevados e criar um "bom ambiente" em toda a exploração.
"Gosto da música de Beethoven e é essa que se vai ouvir", explica José Ventura Nunes ao DN, esperançado em que o investimento de 1500 euros comece rapidamente a ser compensado com uma produção mais elevada.

O sistema de som está comprado e pronto a funcionar. Só falta que o electricista regresse de férias para concluir a instalação sonora, o que deverá ser em breve.
Segundo o produtor, a música far-se-á ouvir no estábulo e na sala de ordenha. Um "mimo" cuja eficácia testemunhou em visitas a explorações pecuárias da Holanda quando, conjuntamente com o filho, estava a preparar o investimento de 1,5 milhões de euros na Herdade do Vigário Geral, inaugurado no início de 2008 e que hoje atinge uma produção diária de onze mil litros de leite.
Mesmo deitadas em camas de palha e com uma alimentação de "primeira", nem sempre as vacas se mostram "dispostas" a produções elevadas. "Num dia de calor, em que o ar estava muito abafado, recolhemos menos três mil litros de leite", recorda Ventura Nunes que, desde então, decidiu investir num sistema com máquinas de ventilação - uma espécie de "ar condicionado" para bovinos - e em cortinas accionadas por um dispositivo eléctrico para proteger os animais nos dias frescos. A produção nunca mais sofreu uma quebra tão grande. A partir daí não parou de pensar numa forma de aumentar a rentabilidade da exploração. "Está estudado a nível internacional que a música ajuda a manter produções elevadas, desde que seja calma e com sons sucessivamente repetidos", diz.

Em declarações ao DN, o veterinário João de Brito Tavares confirma que a existência de instalações sonoras em explorações pecuárias é uma "solução" já estudada e posta em prática em diversos países, apesar de ser "muito rara" em Portugal.
Reconhecendo que "conhecemos muito mais da influência da música nos humanos do que nos animais", Teresa Leite, presidente da Associação Portuguesa de Musicoterapia, confirma ser possível que "determinados tipos de música produzam efeitos específicos" num processo conhecido como "uso funcional da música".

"Para uma pessoa Beethoven pode ser relaxante e para outra pode ser irritante. No caso dos animais, temos de recorrer a verdades mais universais. Hoje já sabemos dizer, em termos muito gerais, que uma música relaxante tem poucas alterações, um ritmo pouco marcado, poucas mudanças de tonalidade, sem grande intensidade de instrumentos", explica Teresa Leite, considerando que não "é nada escandaloso" que a música ajude as vacas a ficarem "menos stressadas e, consequentemente, a produzirem mais leite".
In Internet

Imagens de San Francisco em 1906!!!



Um Amigo enviou-me este vídeo, um documento histórico que ilustra a passagem do tempo, o ritmo de vida em San Francisco há cem anos...
Para ver e rever, apreciando as mudanças na mobilidade da cidade.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

E assim começou a II Guerra Mundial




A construção do presente faz-se também com as memórias do passado. Um pouco de História neste dia 1 de Setembro quando aconteceu mais um "episódio" do imperialismo alemão. E daí "nasceu" uma Guerra Mundial...

Hino à Vida...




Intitulei "Hino à Vida"...Compreende-se porquê: a força da solidariedade poderá fazer milagres, a começar pelo meio hospitalar.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O espelho da nossa imagem


O espelho da nossa imagem faz-se pelos outros. Alguém confessava com certa ironia que assumiu a velhice quando passou a usufruir da deferência dos outros passageiros nos transportes públicos. Uma ideia que me faz sorrir sempre que, no metro em horas de ponta, arrasto sacos de compras sem que ninguém me ofereça um lugarzito. Nada que o meu ar idóneo e cansado não merecesse...

De certo que isto de idades é relativo. Para os mais novos, uma pessoa de trinta anos já passou para o grupo dos "velhos". Relatividades à parte, interessa-me mais a opinião daqueles que pertencem à minha faixa etária. Esta será mais rigorosa e atenta, porque o "tempo" nos uniu indelevelmente nas memórias e espaços. Uma amiga minha costuma dizer que estamos na idade do "estás muito bem", significando com isso "vais envelhecendo bem". Nada mais simples e verdadeiro.

O tempo de férias propicia estas experiências da passagem do tempo. Muitas vezes, um ano desde o último encontro. Aconteceu assim neste Agosto ao reencontrar o A., meu colega de curso que está francamente envelhecido. Magro, rosto enrugado e uma enorme dificuldade em articular as suas habituais expressões de simpatia. A fala lenta e arrastada impressionava-me ao ponto de inquirir da sua tristeza: uma forma de perceber do seu estado de saúde. Evasivo fez recair as culpas no tempo enevoado...
Os olhos dos outros são o espelho da nossa imagem. Hoje constatei o envelhecimento e doença do A., , de mim hão-de opinar os outros...

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Hebron... "e as crianças, Senhor?"


Agosto e Augusto Gil, balada da neve...imagens contraditórias num Verão quente. Que querem, veio-me à cabeça aquela pergunta sobre o sofrimento das crianças: "e as crianças, Senhor, por que lhes dais tanta dor, por que padecem assim?..." Uma associção de ideias "feita" pela actualidade que passou no Telejornal do dia 3 de Agosto. Em sua casa, uma criança palestiniana chora revoltada, porque os soldados prendem o seu pai. E ela, grita e agride aqueles que maltratam o seu heroi...sem que perceba o porquê dessa acção.
Dá para pensar, mesmo em tempo de férias. A coragem e a resistência das crianças por esse mundo...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Dia dos Avós


O Dia dos Avós, uma comemoração expressiva nestes tempos de esperança de vida em crescendo. Maior longevidade, mais avós ... mas nem por isso aumenta o número de netos. Falo do caso português, um país de baixa natalidade ( antepenúltimo entre os 27 da União Europeia).

Os avós representam o passado de uma sociedade, uma herança de "família" que importa salvaguardar e prosseguir. Herança feita de memórias e de "estórias" nem sempre vivenciadas. Metade dos meus primos não tinha ainda nascido quando os meus avós paternos faleceram e agora, que já passei a barreira da idade do seu "adeus", continuo a ter presente essa imagem de velhos, simpáticos, mas exigentes, e sempre amigos.

A relatividade do tempo agiganta tudo. Passava muito tempo em casa dos avós e lembro-me de coisas dos meus quatro, cinco anos. As vindimas apareciam como uma festa com a entrada no lagar para pisar uva, porque diziam ser um bom tónico para as crianças. E as brincadeiras na areia do rio, as caminhadas pelo campo na apanha da macela (camomila ), a subida às nespereiras para comer aquelas nêsperas tostadinhas do Sol...Mas também a má memória das tardes de trovoada quando o medo tomava conta de mim, porque grande era também o medo da minha avó. Sentava-me em cima de uma manta de lã e, andando pela casa, rezava em voz alta a oração a Santa Bárbara. E a trovoada obedecia à Santa protectora que nos poupou sempre aos perigos de algum corisco...
Do meu avô Francisco recordo o cavalo branco. Animal manso até um dia em que furioso, galopou tempo sem fim, tendo sido difícil apanhá-lo. E ainda a sua atrapalhação quando o "apanhei" a fumar às escondidas na adega...sabendo todos que isso estava terminantemente proibido pelo médico.

Do lado materno éramos muitos netos e eu, sendo do grupo dos mais novos, tive sempre um tratamento especial. Já os rapazes portavam-se muito mal e, às vezes, apanhavam um sopapo do avô.

Enfim, recordações indeléveis de um passado que, apesar de tudo, persiste. É assim como a Primavera, todos os anos, teima em renovar a Natureza. Dela tomei como símbolo a figueira: árvore que, embora velha, resiste a tudo e continua a dar fruto. Às vezes, é preciso podar os ramos velhos, adubá-la e regá-la para que a produção seja de bons e abundantes figos. Cuidar dos avós em sentido literal ou da sua memória é também uma obrigação de família, de filhos e de netos. Para salvaguarda de um passado, cujos frutos importa transmitir...