quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Adolf Merckle



Adolf Meckle, um nome quase desconhecido do grande público, chegou ontem à primeira página dos noticiários. Empresário de sucesso e senhor de uma fortuna invejável, este milionário criou um "império", mas acabou vítima do sistema capitalista que, durante toda a vida, soube gerir e aproveitar.

Desta vez, a crise trocou-lhe as voltas. Perdeu e reagiu da pior maneira, ao optar pelo suicídio, a via escolhida por muitos empresários do princípio do século XX e da década de 1930. Aconteceu na véspera do Dia de Reis. Marcas da crise que, em duas semanas, vitimou dois homens de sucesso, o primeiro dos quais em Nova Iorque por nada poder fazer para contrariar o escândalo Maloff.

O Jornal de Negócios explica o que correu mal a Merckle, um artigo que, evidentemente, precedeu o trágico fim do multimilionário.


O multimilionário que perdeu tudo

Adolf Merkle, 72 anos, membro de uma das famílias mais ricas da Alemanha está à beira da falência por ter apostado, é o termo, na queda das acções da VW. Perdeu.

Em dois dias, em finais de Outubro, as acções da VW passaram de cerca de 200 euros para 900 euros, na sequência do anúncio da Porsche sobre a sua participação na VW. E Adolf, que como muitos outros estavam nesta aposta ("curtos" em VW) à espera de comprar a um preço mais baixo para pagar acções emprestadas, perdeu milhões.

Merckle precisa agora que a banca lhe empreste entre 600 a mil milhões de euros (o empréstimo da banca ao BPP foi de 400 milhões de euros em Portugal). E a banca não parece disponível para isso.

A história ainda não chegou ao fim. O multimilionário está a exigir à banca uma solução até hoje, caso contrário ameaça falência, mas os banqueiros já lhe disseram que não está em condições de fazer ameaças. A táctica parece ser a de ser considerado "demasiado grande para falir" como está a acontecer com alguns bancos."


Nota: A história pessoal de Mercke terminou. Contava 74 e não 72 anos, como refere o artigo. Deixa quatro filhos...que hão-de continuar os próximos capítulos de uma "história" que ninguém sabe ainda como vai acabar!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Dia de Reis

Em Dia de Reis, uma representação da efeméride, pintura portuguesa, Museu do Mosteiro de Jesus, Aveiro.

Adoração dos Magos

A original Adoração dos Reis Magos, Vasco Fernanades (Grão Vasco), Museu Grão-Vasco, Viseu.


domingo, 4 de janeiro de 2009

A Mentira

Todos conhecem o Pinoquio, o menino que via crescer o nariz sempre que faltava à verdade. Ora, se tal fosse possível, vivíamos num mundo de narigudos!

O assunto ocorre na sequência de um artigo da Única de ontem, "A verdade da mentira". Mentir constitui prática comum a que ninguém escapa: grandes mentiras, outras assim, assim e ainda as mentirolas. Para todas elas apontam-se motivos vários...
A verdade mesmo reside no facto da mentira ser aceite pela sociedade. Encurtando razões, transcrevo um extracto desse artigo. Para ler e pensar...


"Somos maus a detectar mentiras"

David Smith, psiquiatra, autor de "Por que Mentimos" (ed. brasileira)

Por que mentimos? Os mentirosos habilidosos são frequentemente mais bem sucedidos na vida do que aqueles que mentem menos ou com menos eficácia. Os que são capazes de mentir melhor são geralmente mais populares, têm melhores empregos e mais sucesso com o sexo oposto. Isto acontece porque são capazes de manipular as percepções dos outros sobre si.

Há quem se queixe de que a honestidade não faz muitos amigos. Porquê? A vida social assenta em grande parte na mentira e no engano. Um pessoa honesta é, assim mais facilmente marginalizada. Se as pessoas fossem completamente honestas, a sociedade humana acabaria. Imagine como seria o mundo se todos disséssemos o que estamos a pensar.

Como podemos detectar que uma pessoa está a mentir? Em geral, somos muito maus a detectar mentiras. A melhor forma de fazê-lo é ignorar o que a pessoa está a dizer e focarmo-nos nos sinais não verbais: o seu movimento e o tom da voz. Somos, contudo, melhores a detectar mentiras inconscientemente, do que tentamos fazê-lo com consciência. Devemos, por isso, confiar na nossa intuição. "

Revista Única, 3 de Janeiro de 2009.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Novo Ano, Doze Meses...

Na passagem para o Ano Novo, a antevisão de doze meses... de um tempo que vai passar depressa. Votos de Bom Ano. Aproveitemo-lo bem, porque os "dias felizes passam sempre demasiado depressa".
A letra de uma canção francesa (1946 ) serve de tema de reflexão acerca da passagem do tempo. Doze meses, cada um deles com significado específico que resulta das nossas vivências...

Chanson - paroles et musique - de Roland Lebrun

Paroles :

Encore une autre année qui se termine
Chacun de nous lui fait tout ses adieux
Pour disparaître on la voit qui s'incline
Elle semble dire enfant soyez heureux
Un an nouveau déjà a pris ma place
Embrassez-le avec beaucoup d'amour
Ce temps joyeux toujours trop vite passe
Car lui aussi disparaîtra un jour
Ainsi s'en vont les années de la vie
En nous laissant toujours un souvenir
De nous quitter elle nous semble meurtrie
Car jamais elle ne pourra revenir

Douze autre mois passerons sur le monde
Janvier était le mois le plus rigoureux
Février est long comme une seconde
Mars avril mai juin pour les amoureux
Juillet août septembre octobre et novembre
Sont la deuxième partie de l'année
Passons enfin au beau mois de décembre
C'est avec lui qu'un dieu nous est donné
Faits de tout coeur qu'à chacun je présente
Mes meilleurs voeux de bonheur et de santé
Que cette année soit des plus éclatante
Qu'elle vous apporte la prospérité

Ano Novo

Finalmente, o Ano Novo que o "velho" não deixou saudades...
A vida não muda, porque a folha do calendário dita outro mês e ano. Toda a gente sabe, mas continuamos a sentir a passagem do 31 de Dezembro como um acontecimento prenunciador de coisas boas, pelo menos é esse o voto formulado.

Infelizmente a realidade nem sempre corresponde aos nossos desejos. Era nisto que pensava esta manhã quando saía de casa, recapitulando os 12 meses anteriores e as pessoas que partiram. O A. M. na força pujante da vida e no optimismo dos seus 40 anos, o Domingos que faleceu lenta e suavemente, a Margarida, vítima de Alzheimer, sucumbiu quase de repente, o F. R. na sequência de um cancro no pâncreas, o L. G., arrastando o sofrimento de uma doença prolongada e a C. que, de modo inesperado, nos deixou de luto...

Dizem os supersticiosos que a culpa foi do ano bissexto que, por norma, só traz desgraças. Não acredito, já que para 2009 também não se augura nada de muito bom. Face a tais expectativas, aconselha-se moderação nos desejos. É isso que costumo fazer, exigindo menos para que o essencial aconteça...na minha vida e na dos outros!

Receita de Ano Novo




Seguindo o Poeta, busquemos a realização de um "Ano Novo".