Dr. Jivago, o livro de Boris Pasternack adaptado ao cinema, permanece na nossa memória: a História e a ficção em belas imagens fotográficas e sonoras.
Maurice Jarre, o compositor da música deste filme (e de muitos outros, como Lawrence da Arábia), faleceu hoje aos 84 anos. E não existe melhor meio de lhe prestar homenagear do que a lembrança da sua música!...
segunda-feira, 30 de março de 2009
Maurice Jarre
domingo, 29 de março de 2009
Desastre da Ponte das Barcas

Segredo

Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.
Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar...
sábado, 28 de março de 2009
Anunciação

O pretexto advém da festa da Anunciação que o calendário litúrgico assinalou no dia 25.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Nazaré

Criado com o patrocínio de António Ferro, Verde Gaio assumia-se como "bailado moderno" à maneira dos Ballets Russes de S. Diaghilev, revelar-se-ia uma espécie de atelier notável a nível técnico e de expressão etnográfica. Aí pontificaram também excelentes pintores e designers. Por tudo isso, apetecia-me rever o bailado Nazaré . E se, por acaso, a RTP me ouvisse?!..
Assim se prova como basta um nome, uma palavra para entrar em divagação. Uma viagem no espaço e no tempo que contem tantas vias e caminhos!
Grande é o Tejo...
Na sequência da mensagem anterior, note-se como Fernando Pessoa (Alberto Caeiro) viu o Tejo, comparando-o com o rio da sua aldeia...
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia
O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia.
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.
Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.
Alberto Caeiro, Guardador de Rebanhos
Sino da minha Aldeia
Oh! sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro de minha alma.
E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.
Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho.
Soas-me na alma distante.
A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.
Fernando Pessoa

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