quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Sinfonia Fantástica




Para ouvir em todos os momentos.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Ciclovias em Lisboa


Eis uma boa notícia: o alargamento das ciclovias em Lisboa. Registo que, por certo, agrada a lisboetas e a visitantes.

Dirão os mais críticos que isto coincide com a proximidade das eleições autárquicas. Pois é, mas se isso acelera o desenvolvimento...então, agendem-se eleições todos os anos!

Retirei hoje do Expresso on line que publica também um video informativo.


A rede de ciclovias de Lisboa deverá ter cerca de 40 quilómetros até ao final de Setembro, sendo, já possível pedalar entre Belém e o Cais do Sodré e entre Benfica e Campolide.
O vereador do Espaço Público, José Sá Fernandes estima que, em dois anos, Lisboa poderá estar equipada com cerca de 90 quilómetros de pistas cicláveis, uma infra-estrutura que o autarca integra no projecto de "mobilidade suave" da autarquia.
"Isto não é uma proposta isolada. Está a decorrer o concurso para a rede de bicicletas de uso partilhado e será completada com as zonas 30 [quilómetros], em que a bicicleta partilha [o mesmo espaço] com o carro", afirmou à Lusa Sá Fernandes.
Caso seja eleito, na lista do PS, liderada por António Costa, Sá Fernandes calcula que toda a rede de pistas cicláveis demorará dois anos a construir, as bicicletas de uso partilhado funcionarão no próximo ano e as "zonas 30" estarão concluídas no espaço de quatro anos.

Por enquanto, é já possível pedalar em pista nos troços Benfica - Campolide e, em sete quilómetros da frente ribeirinha, entre Belém e o Cais do Sodré.
Até 23 de Setembro, Sá Fernandes assegura que estará a funcionar "o anel Palácio da Justiça - Campolide - Benfica - Carnide - Telheiras - Lumiar - Campo Grande".
Ainda em Setembro, entra em obra o percurso que unirá, em vários troços, Telheiras ao Parque das Nações.

Confrontado com as críticas que as obras têm sido alvo e que motivaram uma providência cautelar interposta pela Junta de Freguesia de Carnide, o vereador contrapõe que "a maior parte destas pistas foram decididas através do orçamento participativo".

"Foram alvo de discussão, foram apresentadas em todas as juntas de freguesia abrangidas", sublinhou, referindo-se à acusação de que a obra foi imposta, sem diálogo com as populações. "Acho que essa é uma crítica injusta", insiste. Todas as ciclovias têm um custo estimado de cinco milhões de euros, mas Sá Fernandes espera que a autarquia gasta dois milhões de euros com as obras, devido à participação de verbas do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e de patrocínios.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

France Telecom, reestruturar ou desumanizar?



Os funcionários da France Telecom atingiram o limite da capacidade de resistência. Em nome da reestruturação acontecem despedimentos e mobilidade, desfazem-se equipas e exige-se uma rápida adaptação a novos lugares.
Pela rendibilidade da empresa sacrifica-se o bem-estar dos trabalhadores que, perdendo as referências de conviviabilidade laboral e familiar, entram em stress e depressão. O clima de abatimento generalizado assumiu tais proporções que levou à intervenção do Governo.

Para que conste fica o registo noticioso. E, então que mais acrescentar, sendo tão óbvias as conclusões?

PARIS, França — O governo francês decidiu intervir na crise que afeta a gigante das telecomunicações France Telecom depois do suicídio de 23 trabalhadores no último ano e meio, que os sindicatos atribuem ao estresse e à reestruturação interna provocada pela crise financeira.

O ministro francês do Trabalho, Xavier Darcos, convocou o presidente do grupo, Didier Lombard, a quem receberá na terça-feira, e pediu, ao lado da ministra da Economia, Christine Lagarde, que convoque um conselho de administração dedicado ao assunto.

"É uma obrigação, um dever, para a empresa e o governo, que é um acionista importante, abordar este assunto", afirmou o secretário-geral da presidência francesa, Claude Gueant.
O Estado francês é o principal acionista da France Telecom (26%), privatizada em 1997.

Lagarde pediu uma investigação profunda do problema para descobrir se a reestruturação ou as mudanças no sistema de trabalho provocaram os suicídios, depois de considerar que "são 23 histórias individuais, mas são todas na mesma empresa e geralmente são a expressão de uma grande inquietação e de uma grande solidão na empresa".

"Não são dramas pessoais", respondeu o secretário-geral da CFDT, um dos principais sindicatos da França, Francois Chereque.


"O suicídio é resultado de determinadas dificuldades pessoais, mas cometê-lo no local de trabalho é um pedido de atenção sobre um problema diretamente vinculado ao lugar em que acontece".

Desde fevereiro de 2008, 23 funcionários da France Telecom se suicidaram e a tragédia mais recente aconteceu na sexta-feira passada, quando uma mulher de 32 anos se jogou pela janela do escritório em Paris.

Os sindicatos atribuem os suicídios aos métodos de gestão no grupo, um gigante mundial das telecomunicações que tem 100.000 funcionários da França.

domingo, 13 de setembro de 2009

De bem com a vida!

Todas as coisas têm o seu tempo, e tudo o que existe debaixo dos céus tem a sua hora.
determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
. Há tempo para nascer, e tempo para morrer; tempo para plantar, e tempo para arrancar o que se plantou; tempo para matar, e tempo para dar a vida; tempo para destruir rrubar, e tempo para edificar; tempo para chorar, e tempo para rir; tempo para se afligir e tempo para dançar; tempo para espalhar pedras, e tempo para as ajuntar; tempo para dar abraços, e tempo para perder; tempo para guardar e tempo de lançar fora; tempo para rasgar, e tempo para coser; tempo para calar e tempo para falar; tempo para a guerra, e tempo para a paz. "

Eclesiastes, 3, 1-8


Nem sempre compreendemos os caminhos da vida, mas todas as coisas têm uma finalidade. Deixemos fluir o tempo e as suas determinações...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Vodafone


Não basta um logótipo e um vasto mercado para criar uma empresa. Requer-se mais, exige-se uma boa qualidade de serviço que passa pela eficiência técnica, profissionalismo e competência dos seus funcionários. É por aí que se constrói e desenvolve a imagem do produto que se pretende vender. Estas considerações aplicam-se à Vodafone, uma telefónica internacional de grande dimensão. Desta vez e, contra o meu hábito, escrevo para dizer mal.

Resumo o caso. Durante mais de ano e meio fui cliente da Vodafone. No entanto, a falta de rede no local de férias forçou-me a mudar. Processo de mudança que se arrastou até Agosto. Mas com o bloqueio do telefone fiquei sem acesso à agenda existente no cartão.

Por contacto telefónico informaram-me que poderia dirigir-me a uma loja Vodafone para obter a cópia dos contactos telefónicos do citado cartão. Obtida a informação específica de que poderia tratar o assunto na Loja da Avenida de Roma, adiei até à tarde de 31 de Agosto. E qual não foi o espanto quando a funcionária do atendimento recusou, por impossibilidade técnica, a cópia da agenda do cartão. Então, informou-me que tal só seria possível nas lojas existentes no Parque das Nações ou em Benfica, próximo do Centro Comercial Fonte Nova. Indignada, registei a reclamação.

No dia 1 de Setembro dirigi-me à Loja de Benfica. Aí nova recusa. A indignação redobrou, fiz nova reclamação e, achando a explicação de um surrealismo extremo, pedi para falar com a directora da Loja. De nada serviu o ter-lhe recontado a "história" e o argumento de que, sendo esta loja especializada em resolver avarias técnicas, bem poderiam resolver a questão da cópia de um simples cartão. E assim, de loja em loja, cheguei ao Colombo.

Era a terceira loja e, porque às três é de vez, aí encontrei a solução. Referi todos os passos dados e, entretanto, tinha quatro folhas A4 com todos os números de telefone do referido cartão. Tudo num ápice. Afinal, "coisa simples" disse a funcionária que me atendeu. Chama-se Paula Capela, uma senhora jovem e competente que, pedindo desculpa pelo mau atendimento das suas colegas, deixou a promessa de que a Vodafone iria formalmente apresentar desculpas.

Continuo à espera do contacto da Vodafone. Agora seria bom que as entidades superiores repreendessem as funcionárias envolvidas. E em contrapartida, deveria a Vodafone dirigir uma nota de aplauso e louvor à Senhora D. Paula Capela. Eu, por mim, já agradeci e elogiei o eficiente serviço prestado.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Itália ou Portugal?



Vale a pena ver. Da ironia dos italianos que bem poderia aplicar-se a outros tantos cidadãos da Europa ( e do Mundo).
Será possível reconhecer aqui alguns traços de práticas e comportamentos dos portugueses?!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Sequestro e violência doméstica

"Não se cale" à violência doméstica é a leitura da imagem que retirei da Internet. Também eu não posso nem quero calar o crime hediondo de sequestro de uma pobre mulher e do seu filho deficiente profundo. Não, não aconteceu num país subdesenvolvido. Foi em Portugal, cerca de 70 Kms. de Lisboa, concelho de Coruche. Crime público que demorou a ser resolvido, porque nem sempre existe coragem para denunciar. Para que conste, transcrevo do Jornal de Notícias o registo do caso.


"Por causa do dinheiro das reformas e por darem "trabalho", uma mulher, de 66 anos, e o seu filho deficiente, de 40, foram mantidos em cativeiro durante 14 meses por outro filho e pela esposa. Foram libertados após denúncia à GNR.

Garantem alguns vizinhos que o caso era do conhecimento das autoridades e que "nunca ninguém fez nada". A verdade é que Jacinta e o filho há quase dois anos que não eram vistos pelas ruas de Fajarda de Cima, no concelho de Coruche.

"As técnicas da Segurança Social vinham aí e eram logo postas fora pela família", assegura um dos vizinhos explicando que Jacinta antes de ter sido obrigada a permanecer num anexo da sua habitação chegou a pedir comida. "Ela veio aqui umas duas ou três vezes pedir comida porque a família não lhe dava nada" conta uma das vizinhas assegurando que a idosa contava que o outro filho e a nora "lhes batiam".

As vítimas começaram por viver sozinhos na moradia, que foi reconstruída com a ajuda da Segurança Social, segundo vizinhos confidenciaram ao JN. Foi só quanto o outro filho, de 42 anos, canalizador da Câmara de Coruche, se mudou-se com a mulher e quatro filhos para a casa que o inferno começou. Terá sido a partir desta altura que a mãe e o irmão, deficiente mental profundo foram obrigados a mudar-se para um pequeno anexo da casa e aí mantidos em condições desumanas.

O casal foi detido pela Unidade Nacional Contra o Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária (PJ), na tarde de anteontem, e serão presentes hoje de manhã ao juiz de instrução do Tribunal de Coruche para aplicação das medidas de coacção. São suspeitos da prática dos crimes de rapto, extorsão e violência doméstica.

A idosa encontra-se internada no Hospital Distrital de Santarém devido ao estado de "profunda subnutrição". O filho está já numa instituição de solidariedade social do distrito.

Irmão denunciou

Há alguns dias que o irmão de Jacinta não a conseguia visitar nem ver o sobrinho. Desconfiado de que alguma coisa estivesse a acontecer, decidiu passar pelo Posto da GNR e contar as suas desconfianças. Os militares foram tentar perceber o que se passava na habitação. A recepção não foi das melhores e, perante a suspeita de um crime de rapto, o caso foi comunicado à PJ.

É difícil descrever o ambiente em que estas pessoas viveram durante 14 meses. Luís Neves, director da UNCT, assegura que mãe e filho foram encontrados manietados num espaço sem possibilidade de se deslocarem para o exterior. As portas estavam fechadas com grades e correntes. As vítimas foram sujeitas "a constantes maus tratos físicos e psíquicos e mantidos em estado de carência absoluta de cuidados higiénicos ou médicos e de profunda subnutrição".
"Não sabíamos ser possível encontrar pessoas nestas condições", frisou o responsável.