Júlio de Sousa e Costa, O rei Dom Carlos - Factos inéditos do seu tempo (1863-1908)
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
À cem anos eram neologismos...
Júlio de Sousa e Costa, O rei Dom Carlos - Factos inéditos do seu tempo (1863-1908)
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Velharias ou a descoberta de outros tempos
Espreitar uma feira de velharias é um vício. Mostra variada que, por estes tempos, acontece com frequência. Exercício de regresso ao passado feito de peças diversas,de objectos de uso comum e outras mais requintadas. Aí aparecem também fotos, gravuras e livros. Pechinchas umas e outras nem tanto, daí a necessidade de discutir preço. E esta interacção com o vendedor anima e alegra o negócio. Por mim, confesso que nunca perco oportunidade de regatear.Desta vez, detive-me nos livros. Havia de tudo numa diversidade de títulos: arte, geografia, história, romance em obras de referência ou pequenas brochuras. Do romance clássico à literatura light, obras didácticas de divulgação e escolares. E, porque o tempo é de férias, dá para observar capas, mirar fotos, folhear e ler alguns excertos, adivinhando a importância dessas obras aquando da sua publicação. Outras épocas, gostos e preocupações de um público sedento de saber e que nem tão pouco sonhava com os actuais recursos de informação...
Andava em tais cogitações quando dei com o livro de Finalistas do Curso de Letras da Universidade de Coimbra do ano de 1945. Misto de caricaturas e poemas desses "jovens" de outrora, já falecidos, hoje. Sim, porque chegar aos 90 anos não é para todos. Procurei nomes, li poemas e, de forma um tanto intrusa, espreitei esses protagonistas, os seus sonhos e projectos. Descobri entre eles um meu antigo professor de História que já por essa altura usava e abusava de um vocabulário erudito... Achei graça e não resisti a comprar o livro. Baratinho, uma vez que escasseavam os interessados por tais "velharias"...
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
A Queda de Kadaphi
Mais tarde ou mais cedo, todos os ditadores ( ou quase todos ) caem. Chegou a vez de Kadaphi, ainda que se desconheça o seu paradeiro. Do luxuoso baluarte em Tripoli fica o vandalismo dos "rebeldes", disputando o espaço e os objectos daquele que, durante quarenta e dois anos, dominou a Líbia com mão de ferro. domingo, 7 de agosto de 2011
Diário de Eva Braun...
Eva Braun, amante de Hitler e, por um dia, sua esposa. Ganhou um lugar na História, desconhecendo-se ao certo que espaço adquiriu na vida de Hitler e no regime. Razões bastantes para despertar a curiosidade e a produção editorial, desta vez na forma de Diário. Este Diário (ficcionado) ajuda a compreender a época que produziu tal ditador. Retrato do quotidiano que permitiu a ascensão de um político de poder ilimitado, primeiro. O relato (ficcionado) de Eva traduz também a dúvida e a incerteza que, numa segunda fase, desemboca numa oposição mais ou menos velada até à derrota militar da Alemanha. Muito bem documentada, a autora soube transmitir a carga emocional desses últimos momentos até ao dia 30 de Abril de 1945...
A leitura deste Diário e o visionamento de A Queda, um filme de 2004 sobre as últimas horas de Hitler até à queda do Reich: duas obras de ficção que podem despertar o gosto pelo conhecimento da História.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Sopa de tomate à alentejana em Trujillo
Lembrança de Trujilo quando preparava o almoço. Era um dia quente de Maio de 1992 na Plaza Mayor. Chegámos cansados e, mais do que todos, dizia-me enjoada. Rapidamente tudo passou. Uma sopa de tomate à alentejana com temperos à medida, um ovo escalfado e uma fatia de pão bastou. Recuperado o apetite, ganhei ânimo, saboreei um bom pedaço de meloa e um café. Como recordo esses momentos: o prazer de uma ementa que adoptei para ocasiões semelhantes e que, já agora, recomendo...Durante muito tempo fui repetindo que essa tinha sido a melhor sopa de tomate de toda a minha vida. Exagero, por certo. Mas de uma coisa não duvido. A fronteira divide os Estados, mas não separa os gostos e sabores. Intercâmbio gastronómico entre o Alentejo e a Estremadura. Reflexo da continuidade geográfica de duas províncias que, embora diferentes, mantém afinidades .
terça-feira, 26 de julho de 2011
Noruega...
A límpida e clara Noruega em contraponto com as imagens noticiosas de destruição e morte. Do horror que o povo viveu e não esquece. Daquele tresloucado homem de 32 anos, que matou sem dó nem piedade. Dele pouco se sabe ainda, mas em todo o caso, não existe pena bastante para crime tão hediondo. Surpreende-se por ainda estar vivo, aguardando julgamento. Já o pai, em confissão dolorosa e pesada pela vergonha e tristeza, teria preferido que o filho tivesse optado pelo suicídio naquela fatídica sexta-feira...