terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Acabar, morrer...


Francisco Lacerda, músico açoriano (1869-1934) que merece ser lembrado. Fez a sua formação e carreira em França, mas nunca perdeu o gosto pelas raízes pátrias. A recolha de elementos do folclore da sua terra traduziu-se numa inspirada obra poética e musical. Palavras simples de raiz popular que exprimem sabedoria e sensibilidade.

Uma dessas trovas joga com a ideia de vida e de morte. Possivelmente um pensamento recorrente em alguém de saúde débil, um estado que o impedia de trabalhar. Só que a vida não acaba com a morte do corpo. Veja-se como...


"Quem disser que a vida acaba,
Decerto que nunca amou...
Quem deixou ficar saudades,
Não morreu, nem acabou!"

1 comentário:

Unknown disse...

A sabedoria popular não tem limites e este é um belo exemplo que nos transmite. Pena que por vezes caia na ignorância e esquecimento.
Linda mensagem.Bjs.