quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Banco de Portugal, um feudo dentro do Estado

Quem pensava que os feudos tinham acabado, engana-se. Continuam vivos e prontos para durar. Falo do Banco de Portugal, exemplo de uma instituição de direito próprio, cujos corpos agem como senhores absolutos. Invocam independência do Estado para não assumirem deveres idênticos aos de outros funcionários e desculpam-se com a União Europeia para não cortarem subsídios de férias e de Natal.

Para tudo isto só há uma palavra: falta de ética e também de coragem dos partidos políticos para impor a igualdade de direitos. Quando a promiscuidade socio-política manda, nada nos espanta. Mas, em contrapartida, a Irlanda e a Espanha não tiveram problemas em exercer a igualdade de sacrifícios. Não será assim em Portugal. Aqui, uns pagam e outros beneficiam.

1 comentário:

M.Haydée Nogueira disse...

100% cheia de razão, Peonia.
É mais uma vergonha da nossa democracia.
Até sinto náuseas quando ouço falar do Banco de Portugal, e dos seus estatutos de banco emissor. Devia ser o primeiro a dar o exemplo!
Bj.